Não precisa provar (o crime não é seu). Não precisa lutar (a guerra também não é sua). Abstenha-se. Não lute com todas as forças contra uma mentira. Você vai precisar delas (suas forças) em breve e não quero que se canse com o que não existe. Não tente me convencer de todas as formas tortas e incompletas, minúsculas formas – maiúsculas vontades, não convencem. Pois não há o que provar. Não há o que convencer. Esqueça. A contradição em não querer mais insistir, insistindo, e em não ser, sendo, não corresponde às minhas cimentadas incertezas. Não corresponde ao meu castelo de vagos interesses também.
Na surdina cantam os humanos (porque a metáfora animal eu já não mais posso). O que me fez pensar (pasmem) e refletir seja lá qual for a resposta: qual é a onomatopéia dos humanos?
Não quero mais saber.
Quero saber o que foi cantado aquele dia em que não estava, em alto e bom som. Ou o que foi gesticulado através dos vidros e garrafas em minha memória. Sim, porque de qualquer maneira eu estava lá. Você me faz presente e não percebe. Eu gosto disso. Nas libras que eu pouco entendo, no prensado braile que não me atrevo, ou no que as palavras não dizem (tenho uma alma que dança onde as palavras não têm vez).
Simplesmente seja e não se importe comigo. E só o que eu peço.
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