O
amor é uma coisa que dá muito trabalho pra qualquer escritor, poeta, filósofo.
Dá trabalho pra muita gente, e até pra quem não quer se limitar. Definir? Coisa
rara. Um poema aqui outro ali, uma música, um sorriso. Tudo é válido e ao mesmo
tempo não é. O mundo se revolta e o amor vira outras coisas, ele se perde nas
metamorfoses. Não é fácil acompanhar. Definir.
É
indizível.
Eu
poderia citar milhares de cenas, canções, sorrisos ou vozes que tentaram me
demonstrar isso. Com muito custo, e de tão raro, muita simplicidade. A troca de
olhares e sorrisos ente Woody Allen e Diane Keaton em Annie Hall está entre os
primeiros da lista. Um primeiro encontro, o re-conhecimento, a timidez e a
esperança no brilho dos olhos.
Esse
texto era pra ser sobre amor e agora não é nada, para o que eu tenho de próprio
não há palavras e o que eu tenho de referências não é mais que puro clichê. É
tudo blábláblá e ao mesmo tempo não é.
É
aquela pessoa que tem permissão para arrancar suas feridas e ser capaz de não
fazê-las doer nunca mais. É aquilo que te desafia, aquela chama que queima suas
entranhas e te faz pular de um precipício. Te dá asas. Te faz acreditar em si
mesmo como nunca. Um eterno se doar e se doer sem limites. A cruz e a espada,
mas isso já te disseram. Essas antíteses já foram colocadas. Um passo a frente
e não se volta atrás.
Falei
alguma coisa que ninguém disse?
Não
importa. A resposta não está aqui.
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