segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Amor.


O amor é uma coisa que dá muito trabalho pra qualquer escritor, poeta, filósofo. Dá trabalho pra muita gente, e até pra quem não quer se limitar. Definir? Coisa rara. Um poema aqui outro ali, uma música, um sorriso. Tudo é válido e ao mesmo tempo não é. O mundo se revolta e o amor vira outras coisas, ele se perde nas metamorfoses. Não é fácil acompanhar. Definir.

É indizível.

Eu poderia citar milhares de cenas, canções, sorrisos ou vozes que tentaram me demonstrar isso. Com muito custo, e de tão raro, muita simplicidade. A troca de olhares e sorrisos ente Woody Allen e Diane Keaton em Annie Hall está entre os primeiros da lista. Um primeiro encontro, o re-conhecimento, a timidez e a esperança no brilho dos olhos.

Esse texto era pra ser sobre amor e agora não é nada, para o que eu tenho de próprio não há palavras e o que eu tenho de referências não é mais que puro clichê. É tudo blábláblá e ao mesmo tempo não é.

É aquela pessoa que tem permissão para arrancar suas feridas e ser capaz de não fazê-las doer nunca mais. É aquilo que te desafia, aquela chama que queima suas entranhas e te faz pular de um precipício. Te dá asas. Te faz acreditar em si mesmo como nunca. Um eterno se doar e se doer sem limites. A cruz e a espada, mas isso já te disseram. Essas antíteses já foram colocadas. Um passo a frente e não se volta atrás.

Falei alguma coisa que ninguém disse?

Não importa. A resposta não está aqui.

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