Quero aquela tua certeza que te faz acordar e saber por que existe. O que fazer com a vida e com tuas mãos macias que não são de artista, mas que são hábeis e cheias de sentimento. Quero ver tua expressão monalisa e entender o que sentes embora teu sorriso seja incerto. Que eu me sinta sufocada com tua expressão de horror mesmo que deste lado da tela eu não possa enxergar o que te aflige.
Quero teus lábios me sorrindo mesmo quando eu duvido demais. Quero que abafe minhas palavras com silêncio enquanto eu tenho tanto a dizer. E que esse silêncio seja o texto mais lindo, seja a metáfora mais bem usada em cada momento certo. Que me irrite cheio de vírgulas impróprias, de dialetos desconhecidos, desconcordâncias e desgramáticas. Essa desastrada que destrói nossos sonhos desconexos me fazendo o diafragma parar de saltar.
Quero a repressão, a dominação, a autoridade de quem sabe muito bem o que é e o que faz. Que seja rude. Que seja agridoce. Que não seja nada, então, se for só para me agradar.
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