Contra o vento vão nossos limites. Angústias, miragens brutais. Avançam nossa ética e moral e nos libertam do que somos agora. E além. Um salto largado, pés no chão, roupas rasgadas e já despimos o bom velho e comportado requinte. Um requinte com limites. Com portas de gelo e maçanetas de aço. Sensíveis a mais alta temperatura. O que faz mudar os parâmetros, comportamentos e prioridades. O aqui e o agora enquanto o sangue ferve e a cabeça turbulenta de emoções não pensa em mais nada, a não ser cedermos à condição selvagem do nosso instinto primitivo. O que era já não sou mais. O que esperam de mim? Não sei. Só sei que o que sou não é o que esperam, muito menos o que merecem. Só venho a ser o que vier e o que meu limite suporta. Abaixo isto não tenho mais o direito de ser quem sou. Pois sou o pé. Sou o som. Sou a imensidão do que ainda não fui. E a impossibilidade de ser o que acreditam.
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