terça-feira, 27 de março de 2012

Uma tarde e Como é Que se diz Eu te Amo. (Adaptado)



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Uma das letras que me chamaram atenção foi a “Daniel na cova dos leões”. Do gosto amargo do corpo que era muito pouco. E por aí vai. Do “Vento no Litoral”. Tão expressiva a letra, principalmente com aquele riffezinho no final que mesmo que eu já saiba tocar eu continuo não sabendo de quem é porque já vi em várias outras músicas. Será. Porque eu vivo me perdendo nos monstros da minha própria criação. Mas, brigar pra quê? Pelo quê? Se temos tudo o que precisamos em nossas mãos, ao nosso alcance. É nosso. Do aprendi a perdoar e a pedir perdão. Mesmo que eu não tenha pedras em minhas mãos. Do aprender a viver sem você. Não porque você não quer, mas porque não pode. Fiz e estou fazendo meu dever de casa. Tinha um caderninho com uma abertura de ursinho, escrito “caderno de tarefa”. É. Continuo fazendo. Continuo aprendendo. Sempre. Acho que o imperfeito participa do passado, sim. É o antes, velho, ultrapassado, old, kitsh. Vai ficando complicado e ao mesmo tempo diferente. Não vivo como há dez anos. Meus amigos não estão mais procurando emprego e não uso mais a introdução dessa música pra tentar dizer quem eu sou. Embora eu ainda não saiba ao certo. Mas eu sei do que gosto mais do que não gosto. Não continuo gostando das mesmas coisas, nem todas. E é claro, não sou mais a mesma. Não esqueço a riqueza que eu tenho. Ops, ainda sei a letra todinha de Faroeste Caboclo. Não esqueci. Eu bebi da água do poço que tem na minha casa mesmo ela sendo muito limpa. Cortei um pano de chão, de linho nobre e pura seda e fiz um vestido e saio por aí com ele nos dias de sol. Já sei por que o céu é azul, mas não sei explicar a grande fúria do mundo. E é preciso mesmo amar as pessoas como se não houvesse amanhã, acredito muito nisso. Sobretudo amar. É preciso amar! Independente do ontem ou do amanhã. Do que foi ou o que será. Mas, simplesmente amar. Sim, as drogas me fizeram virar os meus pais. I'm só ugly, but it's okay cause you are... Tenho coisas bonitas pra te contar. Eu ainda sei o sopro do dragão. Então eu te abraço forte e te digo que estamos distantes de tudo, e temos nosso próprio tempo. E você me empresta um par de meias e a gente chega na sessão das 10, é. Te digo eu te amo com todas as formas do mundo, de todos os jeitos e expressões. E ouço isso, de verdade. Somos pinguins, porque um pinguins quando encontram seu parceiro ficam com ele pro resto da vida. Eu acho que não sei o que é um musical dos anos 30, mas eu sei que o nome do cd é “Como é que se diz eu te amo”. Ai você, tão poeta, tão certo, tão sábio, tão tudo naquele exato momento do show pergunta: Como é que se diz eu te amo? Aí eu respondo junto com a galera sortuda que estava naquele show, e gritamos em um uníssono: Eu te Amo!


Escrito em 7/12/2010 em um blog extinto.

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