“Yeah, burns like a red coal carpetmad bull lost its way”
Não. Porque a negativa agora me persegue. A reclusão. A ignorância. Não, agora você não pode. Talvez outra hora. Talvez outro dia (escuro dia – chuvoso dia). Quem dirá o dia certo chegou. Quem tirará tuas algemas (de felicidade) e te colocará em meu caminho de novo. Quem te libertará da alegria? Não, não posso.
Agora sim, procuro a letra que melhor expressa minha angústia. A tinta é preta e isso já deixamos bem claro. Não desbota na pele, com o tempo, com o sol, com a distância. Será agulha fina ou grossa? Não importa, o comprimento que as coisas têm já não faz a menor diferença. A dor será mínima diante do fato de que você não estará ao lado com o olhar de aprovação ou desaprovação. Sou acostumada com abandonos e isso você sabe muito bem em não cutucar a ferida aberta. Que sangra. Se estará lá? Também não sei. Depende do cadeado, que tanto eu como você sempre lembramos de esquecer a chave em algum lugar. Porque é assim. Nossa felicidade depende do seu desespero em tentar encontrar a chave. Do meu desespero também. E penso: minha felicidade depende do seu desespero. Minha felicidade depende da sua infelicidade.
Se a felicidade é o que te mantém tão distante, alegre e feliz (e com pesar digo isso) espero que não volte nunca mais.
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