O filme emudece a sala enquanto meus olhos estudam cada face atenta. É preto. É branco. É legendado pra entender o verdadeiro. Explico que o verdadeiro não tem tradução, e que a dublagem rasura o real. Preto e branco é único. Enfim. Ninguém entende.
Na metade da segunda hora os olhos não se soltam mais. O monstro quase humano, com atitudes quase humanas provoca perguntas do tipo “Ele a matou?”. Respondo: crianças não bóiam como flores, ele confundiu as delicadezas.
E assim, delicadamente se introduziu o verbo. O início. O clássico. Há de se atiçar o interesse escondido, afogado pelas oportunidades passadas. Há de se fazer respiração boca a boca antes que o popular encha de água todo um pulmão de curiosidades.
Quem tem medo do velho e absurdo?
Vamos espiar?
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